Um Amor como Nenhum Outro - IV
Você racionalmente me perguntou qual o meu tipo de amor, respondi seguramente que era apenas fraternal. Porém, meu amor é variante. A cada momento de nossas vidas me permito mutá-lo; mas nunca, jamais, diminuí-lo.
Posso ser uma velha amiga, uma irmã, uma confidente, ou posso ser alguém que acabou de te conhecer, afinal nós mudamos, crescemos, amadurecemos, e nem sempre estamos na companhia um do outro.
No entanto, há algo que parece não mudar, me deixando honrada por admirá-lo, algo em ti, que não me decepciona de modo algum, teu caráter.
Por tanto, não me pergunte mais como o amo, pois todo amor é lapidado com o tempo, tendo assim muitas faces. Dificilmente ouvirá de mim uma resposta concreta.
Quando duvidar de mim ou de outrem, pergunte o porquê de amá-lo. A resposta daquele que ama, vem sem rodeios.
Obviamente de mim não ouvirá apenas flores, pois somos capazes de ser transparentes um com o outro. E tal transparência foi concebida por ser lapidada com muito cuidado, e posso dizer, total entrega.
Me resta apenas lamentar, por não ter meu cabeludo favorito comigo nas piores e melhores manhãs.
E conquistar de forma arrebatadora este garoto, que há muito já se fez homem, para que nunca mais saia da minha vida.
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