Combativa

Ontem uma nova memória emergiu
Violenta, aterrorizante e perturbadora
E com ela sucumbi na minha ira

Um momento, uma morte lenta
Tantos anos arrastando um cadáver
Fica fácil esquecer as cores da vida

Ferida aberta, confusão, resistência
Se não me afogasse não iria dormir
Me conheço, não tenho pra onde fugir

A vida para, a cena se repete sem controle
O estômago arde, as lágrimas escorrem sem parar
Queria sangrar até que a última gota desse veneno saísse do meu corpo

Liberdade por hora me parece ilusão
É real, será pra sempre
Quando não for mais ferida aberta será cicatriz

Sensível como um corte profundo que nunca fecha totalmente
Queria não sentir tanto ódio, raiva, nojo, angústia
Queria que chovesse o suficiente pra que tudo diluísse

Não sei quando essa gerra acabará
Tenho insistido na vida, em sentir prazer em existir
Buscando motivos, propósito, dignidade





Comentários

Postagens mais visitadas